quinta-feira, 10 de abril de 2008

a última, com certeza.

"... riu sozinha. Ria sozinha quase sempre, uma moça [...] querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz. Molhou os lábios na vodka, tomando coragem [...] Baixou outra vez os olhos, [...] e suspirou soltando os ombros, coluna adequando-se tensa ao junco da cadeira. Só porque era sábado e não ficaria, desta vez não, entre o som, a televisão e o livro, atenta ao ruído do telefone silencioso. Sorriu olhando em volta.Não que estivesse triste, só não sentia mais nada."


Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.